Veja como foi onde você vota e chame quem é Lula para votar no dia 25.
2º turno · domingo, 25 de outubro
Dá uns 8 votos a mais por urna.
No 1º turno, 8 em cada 10 eleitores foram votar. Nas urnas em que o Lula ganhou, 14,1 milhões de pessoas ficaram em casa. Como a maioria delas tende a ser Lula, é ali que cada voto buscado mais rende.
Porque é ali que quem ficou em casa tende a votar no Lula. Se numa urna o Lula teve 60% dos votos, a maioria de quem não foi votar naquela urna provavelmente também é Lula. Chamar essas pessoas para votar rende voto para ele. Onde o Flávio ganhou, chamar todo mundo sem olhar quem é ajudaria os dois lados, e lá o que vale é chamar quem você sabe que é Lula.
O Flávio ficou – à frente no 1º turno e deve ganhar mais uns – com eleitores de Cury, Renan, Caiado e Zema.
Nas 218 mil urnas onde o Lula venceu, 14,1 milhões de pessoas não foram votar.
Fonte: boletins de urna do TSE, 1º turno de 04/10/2026. A conta inclui uma estimativa de como devem votar os eleitores dos outros candidatos (pesquisa Quaest, 03/10).
Como virar
Guia: como conversar, com fontes →
Atenção: oferecer transporte ou comida a eleitores no dia da eleição é crime (Lei 6.091/74). Levar a própria família no seu carro pode.
Premissa: só entram as pessoas que não votaram nas urnas em que o Lula teve mais votos que o Flávio (218 mil urnas). Supomos que elas votariam como quem votou na mesma urna: se a urna deu 60% para o Lula, quem faltou também daria 60%. Onde o Flávio ganhou, buscar quem não votou ajudaria mais ele, e por isso essas urnas ficam de fora.
Pesquisa Quaest (03/10): eleitores de Caiado, 69% Flávio; de Cury, 60%. Cerca de 40% deles devem anular ou não votar. Quanto mais o Lula conquistar desses eleitores, menos abstenção ele precisa buscar.
Na conta padrão, quem ficou em casa votaria igual a quem votou na mesma urna. Mas quem falta costuma ser mais pobre e mais jovem, e esse eleitor tende a votar mais no Lula. Aqui você testa essa hipótese.
Exemplo: numa urna em que o Lula teve 60%, quem ficou em casa também daria 60% para ele.
Cuidado com o otimismo: mobilização costuma mexer o comparecimento em poucos pontos, e do 1º para o 2º turno a abstenção em geral sobe (2014: de 19,4% para 21,1%; 2018: de 20,3% para 21,3%; em 2022 caiu um pouco, de 21,0% para 20,6%).
Onde você vota?
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